Animais e seus parceiros reprodutivos


Os indivíduos escolhem com quem se associar, como interagir com eles e quando abandona-los. A escolha mais importante que um animal faz e porque não dizer seres humanos também, é a seleção do parceiro reprodutivo.
O comportamento de acasalamento envolve apenas um conjunto de pequenas escolhas. A decisão de acasalamento mais básica é a escolha de um parceiro da mesma espécie e uma vez que isso já esteja resolvido as decisões adicionais podem ser baseadas nas qualidades de um parceiro em potencial, os recursos que ele controla - alimento, locais de nidificação ( lugar para fazer o ninho ou toca ) e áreas de fulga ou a combinação desses aspectos.
Entre as espécies onde os indivíduos não controlam nada, as características dos parceiros é que contam ( aparência )
O comportamento de machos e fêmeas são completamente diferentes, geralmente são os machos que tomam a iniciativa e frequentemente brigam com outros machos por conta disso ( você observa isso em qualquer esquina ). As fêmeas raramente brigam por machos e rejeitam machos cortejadores ( os que acham que estão com a bola toda )
Mas por que tudo isso?
A resposta está no custo de produção de espermatozoides e óvulos, tendo em vista que os espermatozóides são pequenos e baratos, um macho tem uma super produção deles e óvulos tem um custo energético gigantesco ( não pode dá pra qualquer um )
O sucesso reprodutivo de uma fêmea depende da qualidade dos genes dos seu parceiro, dos recursos que ele controla e da quantidade de assistência que ele fornece ( cuidando da prole ). Isso causa a seleção dos machos que conseguem parceiras. ( qualquer relação com seres humanos não é coincidência...rsrs )

Fonte: Purves et al. Vida a ciência da Biologia, 2006

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Assuntos Relacionados abaixo

Biologia, Política e Crise Mundial


Durante a Segunda Guerra Mundial e imediatamente após, as ciências físicas influenciaram muito na formação das políticas públicas do mundo industrializado. Desde então, as ciências biológicas assumiram importância crescente. Uma das razões é o código genético e a habilidade para manipular a constituição genética dos organismos. Esses desenvolvimento abriram novas possibilidades para aumentar o controle de doenças humanas e a produtividade da agricultura. Ao mesmo tempo, esses desenvolvimento levantou importantes questões éticas e políticas. O quanto e de que maneira, poderíamos manipular a genética humana e de outras espécies? Faz diferença se os organismos são mudados por experimentos tradicionais de melhoramento por cruzamento ou por transferências de genes (transgênicos)? O quanto é seguro liberar organismos modificados no ambiente ou como alimento para a população humana?
Uma razão para a importância das ciências biológicas é o grande aumento da população humana, principalmente nos grandes centros urbanos altamente industrializados, onde nossa sociedade está baseada no comportamento de Consumir, Consumir e Consumir. E quando um “acidente” capitalista acontece e o comportamento consumista é desacelerado há o que chamamos de “Crise Mundial”.
Nosso uso de recursos naturais renováveis e não-renováveis está esgotando a capacidade do ambiente de produzir bens e serviços dos quais a sociedade depende. A atividade humana está causando a extinção de um grande número de espécies.
O conhecimento biológico é vital para a determinação das causas dessas mudanças e para o planejamento sensato de políticas para lidar com elas. Mas será que já aprendemos a lição?
Fonte: Purves et al, Vida a Ciência da Biologia. 6° ed. 2006
Colaborador. Maxwel de Oliveira, Biólogo.

Selo de Qualidade


O Biofacio foi presenteado pelo blog evolucaobiologia.blogspot.com repassando seu selo de qualidade.

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Corpo dos animais


O corpo dos animais reflete o modo de vida deste animal, bem como o seu hábitat. Algumas criaturas marinhas como as lulas e as cavalas tem corpo liso e hidrodinâmico, o que lhe permite mover-se rapidamente pela água, enquanto as lentas estrelas-do-mar rastejam sobre o leito oceânico usando o que chamamos de pés ambulacrais.
A maioria dos animais terrestres possuem membros para suporte e movimento, apesar de as cobras moverem seus longos corpos coberto por escamas sem a necessidade de pernas. Sapos e rãs tem forte membros posteriores para saltar, seus seus pés membranados e a pele úmida e fina são adaptações para a vida em ambientes encharcados.
As patas articuladas do besouro suportam um corpo pesado recoberto por um duro exoesqueleto (esqueleto esterno) protetor. As pernas fortes de um felino como o tigre, dentes e olhos frontais o caracterizam como um caçador o mesmo acontece com as aves de rapina como falcões e atc. Todos adaptados e modelados para realizar suas atividades de sobrevivência.
Neste mesmo pensamento, sabemos que a maioria dos animais que se move ativamente possui uma região definida à frente de seus corpos, a cabeça. Ela é habitualmente a a primeira parte a receber informações por isso possui olhos, ouvidos, antenas; de modo a detectar qualquer alteração no ambiente. E isso pode não parecer muito importante mais significou um salto evolutivo, visto que encontramos animais onde não há uma orientação definida do seu corpo ( animais com simetria radial) como os Equinodermatas, ouriços do mar. Assim da para entender como o modo de vida influencia a forma do corpo dos animais e estabelece o sucesso ou não dos seres.
Fonte: Atlas dos animais,7° Edição.
Colaboração- Maxwel de Oliveira, Biólogo.